Se importar por quê, se já foi?
Por que se cala, se há tanto a dizer?
Por que tentar se já errou?
Por que errar se já tentou?
Bebo muito, pois sou infeliz
Sinto o mesmo, pois o mesmo se repete
Então o sentimento.
Mas a intensidade.
Se fode
Você me matou.
Abner Martins
sábado, 28 de junho de 2014
Irreal
Você está no lugar certo
Esperando chegar
Olhando a esquina
Querendo que não se atrase
Olhe o relógio
Continua mirando além
Tentando perceber o cantinho
Mas no fundo você sabe da verdade
A lua está maravilhosa
E o sentimento horrível
Isso está acontecendo?
Você sabe que nada vai chegar
Você foi abandonado
Mas continua esperando
Abner Martins
Esperando chegar
Olhando a esquina
Querendo que não se atrase
Olhe o relógio
Continua mirando além
Tentando perceber o cantinho
Mas no fundo você sabe da verdade
A lua está maravilhosa
E o sentimento horrível
Isso está acontecendo?
Você sabe que nada vai chegar
Você foi abandonado
Mas continua esperando
Abner Martins
LUXÚRIA
Sinta o pecado começar a crescer
Use o meu corpo que esta a tremecer
Quando o tempo não diz
Sinto você em mim
Por que fazer a sorte se podemos ter certeza?
Os meus ossos colocados com firmeza
Na tempestade de ilusão
Bem mais fácil sofrer a solidão
Abner Martins
Use o meu corpo que esta a tremecer
Quando o tempo não diz
Sinto você em mim
Por que fazer a sorte se podemos ter certeza?
Os meus ossos colocados com firmeza
Na tempestade de ilusão
Bem mais fácil sofrer a solidão
Abner Martins
TRAVESTI
Embora triste
Estou contente
Faço parte desse mundo
Ao mesmo tempo de outro
Entrega-me as chaves de teu paraíso
Estou cansado de estar aqui
Perdido na ilha de Calipso
E eu não existo
Eu não existo
Você sabe como eu me sinto
Observa como eu me visto, sento
Mas quando o certo é atingido
O notar vem despercebido
E eu não existo
Eu não existo
Abner Martins
Estou contente
Faço parte desse mundo
Ao mesmo tempo de outro
Entrega-me as chaves de teu paraíso
Estou cansado de estar aqui
Perdido na ilha de Calipso
E eu não existo
Eu não existo
Você sabe como eu me sinto
Observa como eu me visto, sento
Mas quando o certo é atingido
O notar vem despercebido
E eu não existo
Eu não existo
Abner Martins
APOSTASIA
É um tremendo pesar
A maneira com que me olhastes
Me reprovando de maneira hedionda
Me encarando procurando defeitos
Esforçar-me é preciso
Para que não sejas punido
Estou em um jogo
Estou fora das regras
Segui os ensinamentos
E fui cegado por eles
Me mutilei internamente
Por ser o que sou
Eu quero ser resgatado
Quero perder minhas dividas
Esquecer o que fui
E ser apenas o que sou
Abner Martins
A maneira com que me olhastes
Me reprovando de maneira hedionda
Me encarando procurando defeitos
Esforçar-me é preciso
Para que não sejas punido
Estou em um jogo
Estou fora das regras
Segui os ensinamentos
E fui cegado por eles
Me mutilei internamente
Por ser o que sou
Eu quero ser resgatado
Quero perder minhas dividas
Esquecer o que fui
E ser apenas o que sou
Abner Martins
Simplesmente
Simplesmente
De um jeito
Não tão simples
Pelo jeito
Me arrebento
Não dizendo
Me arrependo
Do que se foi
Que se vai
Ou não se foi
Pois perdido
Não se atrai
Abner Martins
De um jeito
Não tão simples
Pelo jeito
Me arrebento
Não dizendo
Me arrependo
Do que se foi
Que se vai
Ou não se foi
Pois perdido
Não se atrai
Abner Martins
Flores
Sinto a mais bela angústia
Sinto cheiro de flores
Só não me digas que, meu bem
Tu tens horrores
No meu cérebro se domina
Quatro espaços, só imagina!
Abre e fecha, a mão e suspira
O olhar me deixou, o olhar que me fulmina
Abner Martins
Sinto cheiro de flores
Só não me digas que, meu bem
Tu tens horrores
No meu cérebro se domina
Quatro espaços, só imagina!
Abre e fecha, a mão e suspira
O olhar me deixou, o olhar que me fulmina
Abner Martins
Tentar Hesitar e Imaginar
Redondamente enganado estava
Ao pensar que não iria mudar
Ao esconder a que tudo chorava
Ao tentar e continuar a falhar
Permitir-se sonhar impossível será
Quando tudo se chegou a acabar
O vento não leva o que o passado deixou
E o futuro não recria o que o vento levou
Frisaremos apenas o óbvio
O que sentias se foi e teu mundo acabou
Mas que se faça esclarecer
Pelo menos antes do anoitecer
Abner Martins
Ao pensar que não iria mudar
Ao esconder a que tudo chorava
Ao tentar e continuar a falhar
Permitir-se sonhar impossível será
Quando tudo se chegou a acabar
O vento não leva o que o passado deixou
E o futuro não recria o que o vento levou
Frisaremos apenas o óbvio
O que sentias se foi e teu mundo acabou
Mas que se faça esclarecer
Pelo menos antes do anoitecer
Abner Martins
Dilema
Maior dilema, de quem
Senão o meu?
Vejo-te e te sinto
Mas não posso te tocar
A força dos meus punhos
Não se permite fazer-lhe pressão
Rindo-se de forma exageradamente triste
Permiti o teu voo
Àquela flor que nasceu
Deixei o meu choro
Àquele amor que joguei
Dei o segredo
Sabendo o que falta
Deixei-o levar
Sem cicatrizes, sem dor
Deixei-me o amor
Abner Martins
Senão o meu?
Vejo-te e te sinto
Mas não posso te tocar
A força dos meus punhos
Não se permite fazer-lhe pressão
Rindo-se de forma exageradamente triste
Permiti o teu voo
Àquela flor que nasceu
Deixei o meu choro
Àquele amor que joguei
Dei o segredo
Sabendo o que falta
Deixei-o levar
Sem cicatrizes, sem dor
Deixei-me o amor
Abner Martins
LUA
Estive apaixonado
Estive em um mar isolado
Nos profundos olhos de quem
Hesitei e amei
Estive fumando com a lua
Ela me amou ontem
Me ama hoje
Mas amanhã ninguém sabe o que será
Estou apaixonado
Pelo espinho que me cortou
Nunca teve o que teria
Pois sua alma me engana
De ante, adiante e sempre
Sinto-me vivo, sinto-me em chamas
Sou o assassino e a vítima
Abner Martins
Estive em um mar isolado
Nos profundos olhos de quem
Hesitei e amei
Estive fumando com a lua
Ela me amou ontem
Me ama hoje
Mas amanhã ninguém sabe o que será
Estou apaixonado
Pelo espinho que me cortou
Nunca teve o que teria
Pois sua alma me engana
De ante, adiante e sempre
Sinto-me vivo, sinto-me em chamas
Sou o assassino e a vítima
Abner Martins
terça-feira, 1 de abril de 2014
Espelho
Dentes. Dentes. Para dentro e para fora. Movimentos circulares, e por fim o gargarejo.
Impecável, sinto inveja de seus olhos, inveja de seu sorriso, inveja de seus cabelos, de seu sofrimento. Inveja de seus cabelos, de seu sofrimento. Inveja de sua vida, por que é real, e eu uma imitação.
Ele envelhece, eu não. Ele chora, eu não. Do que sou capaz? Sou apenas uma imitação. Imitação de seus gestos, sentimentos, mágoas. De sua vida. Não passo de mera imitação.
Sorriso. Sorriso. Sorriso. Ás vezes uma câmera, ás vezes uma escova, outras um pente, e outras seu coração. Sou seu gêmeo de toda a vida, o companheiro irreconhecido. Sou o que ele foi, o que ele se mostra e um dia serei uma cópia mal feita do que ele será. Sou o reflexo de seus medos, de seus fracassos, de suas buscas. De sua luxúria, de seu amor. O reflexo de seu egocentrismo.
A.R.O.M.
Impecável, sinto inveja de seus olhos, inveja de seu sorriso, inveja de seus cabelos, de seu sofrimento. Inveja de seus cabelos, de seu sofrimento. Inveja de sua vida, por que é real, e eu uma imitação.
Ele envelhece, eu não. Ele chora, eu não. Do que sou capaz? Sou apenas uma imitação. Imitação de seus gestos, sentimentos, mágoas. De sua vida. Não passo de mera imitação.
Sorriso. Sorriso. Sorriso. Ás vezes uma câmera, ás vezes uma escova, outras um pente, e outras seu coração. Sou seu gêmeo de toda a vida, o companheiro irreconhecido. Sou o que ele foi, o que ele se mostra e um dia serei uma cópia mal feita do que ele será. Sou o reflexo de seus medos, de seus fracassos, de suas buscas. De sua luxúria, de seu amor. O reflexo de seu egocentrismo.
A.R.O.M.
sexta-feira, 28 de março de 2014
No ar - Abner Martins
Eu sou tão especial
Pegue a luz da tua
Lua no quintal
Sinta a sintonia
Veja, amor está no ar
Não és do qual viestes
És apenas água
De que se alimenta
Sofres mágoas de luxúria
Ou somente sua ternura?
Sofres mágoas de luxúria
Ou somente sua ternura?
Digo que está no ar
O que volto a te ensinar
E do teu perfume, vagalumes?
No ar(no ar)
Não se desencoraje
Este ar não existiu
Vire o copo se for
Querer viver para lembrar
Pegue a luz da tua
Lua no quintal
Sinta a sintonia
Veja, amor está no ar
Não és do qual viestes
És apenas água
De que se alimenta
Sofres mágoas de luxúria
Ou somente sua ternura?
Sofres mágoas de luxúria
Ou somente sua ternura?
Digo que está no ar
O que volto a te ensinar
E do teu perfume, vagalumes?
No ar(no ar)
Não se desencoraje
Este ar não existiu
Vire o copo se for
Querer viver para lembrar
domingo, 23 de março de 2014
Quero-te comigo
Quero-te comigo no amanhecer
Durante a tarde
E quero-te também
Sempre quando eu for me deitar
Perco-me sempre na imensa escuridão
De seus profundos olhos
E sua doce voz
Derrete todo meu ódio
Quero-te comigo para sempre poder te ajudar
Fazer com que sinta-se amado
Para poder te abraçar
E sentir o sufoco do teu amor
Quero a ti sempre o melhor
Quero envolver-te em meus braços
Quero te beijar e não pensar no amanhã
Mas por que não me queres contigo?
A.R.O.M.
Durante a tarde
E quero-te também
Sempre quando eu for me deitar
Perco-me sempre na imensa escuridão
De seus profundos olhos
E sua doce voz
Derrete todo meu ódio
Quero-te comigo para sempre poder te ajudar
Fazer com que sinta-se amado
Para poder te abraçar
E sentir o sufoco do teu amor
Quero a ti sempre o melhor
Quero envolver-te em meus braços
Quero te beijar e não pensar no amanhã
Mas por que não me queres contigo?
A.R.O.M.
sexta-feira, 21 de março de 2014
O Uivo de Apolo
Eis que foi decretado
Que quando o bem se unisse com o mal
A mais boa criatura com a pior dentre eles
E ying e yang atingissem o completo equilíbrio
Haveria o apocalipse, o terrível apocalipse
Sua lua dizia para se preocupar
O conselho gritava o abandono
E o fim já bem próximo
O destino se completando, conturbado
O fim chegava
E o sol se alinhava com a lua
Os amigos apenas dançavam
Contemplando o seu olhar
E o fim se deu com o equilíbrio
A.R.O.M.
Que quando o bem se unisse com o mal
A mais boa criatura com a pior dentre eles
E ying e yang atingissem o completo equilíbrio
Haveria o apocalipse, o terrível apocalipse
Sua lua dizia para se preocupar
O conselho gritava o abandono
E o fim já bem próximo
O destino se completando, conturbado
O fim chegava
E o sol se alinhava com a lua
Os amigos apenas dançavam
Contemplando o seu olhar
E o fim se deu com o equilíbrio
A.R.O.M.
Doce passado amargo
Antes de começar a ler este texto, devo avisá-lo de que não é um texto feliz.
Nos comunicamos pela primeira vez em um banheiro. Ele me pegou em suas mãos e olhou-me com aqueles profundos olhos tristes de maneira sentimental. Beijou-me e hesitou. Queria mesmo isso? Tentei comunicar-me com o humano, dizendo-lhe que tudo ficaria bem. Desenhei o amor em seu corpo, e acho que ele entendeu.
Passamos a nos ver frequentemente desde então. Eu me alegrava sempre que o via, mas ao mesmo tempo me sentia muito errado. Ele sempre me olhava com aqueles olhos depressivamente tristes. Lágrimas caiam de seus olhos. Queria acolhe-lo com meus braços, mas eu não tenho braços. Queria dizer-lhe que tudo ficaria bem, mas não tenho boca. No final, acho que eu o ajudava de uma forma diferente.
Depois de certo tempo, apenas nos encontrávamos. Ele me encarava com aqueles mesmos olhos, e apenas isso. Paramos de desenhar. Eu sabia de tudo sobre ele, e era a única coisa que o entendia. Não queria me separar, acho que estava me apaixonando. É impossível, eu sei. Não posso ter sentimentos, mas eu os tinha. Deve ser por isso que doeu tanto quando ele me deixou.
Depois de alguns meses, senti que ele estava diferente. Parecia aliviado, relaxado. Mas eu não era o motivo. Passamos a nos ver cada vez menos, e aos poucos fui sendo deixado de lado. Acho que entendo. Quando não precisamos mais de algo, deixamos-o de lado. E foi isso ele fez comigo. Ficou feliz e me deixou de lado. Parou de desenhar comigo. Me esqueceu. Me deixou. Estava melhor sem mim.
A.R.O.M.
Nos comunicamos pela primeira vez em um banheiro. Ele me pegou em suas mãos e olhou-me com aqueles profundos olhos tristes de maneira sentimental. Beijou-me e hesitou. Queria mesmo isso? Tentei comunicar-me com o humano, dizendo-lhe que tudo ficaria bem. Desenhei o amor em seu corpo, e acho que ele entendeu.
Passamos a nos ver frequentemente desde então. Eu me alegrava sempre que o via, mas ao mesmo tempo me sentia muito errado. Ele sempre me olhava com aqueles olhos depressivamente tristes. Lágrimas caiam de seus olhos. Queria acolhe-lo com meus braços, mas eu não tenho braços. Queria dizer-lhe que tudo ficaria bem, mas não tenho boca. No final, acho que eu o ajudava de uma forma diferente.
Depois de certo tempo, apenas nos encontrávamos. Ele me encarava com aqueles mesmos olhos, e apenas isso. Paramos de desenhar. Eu sabia de tudo sobre ele, e era a única coisa que o entendia. Não queria me separar, acho que estava me apaixonando. É impossível, eu sei. Não posso ter sentimentos, mas eu os tinha. Deve ser por isso que doeu tanto quando ele me deixou.
Depois de alguns meses, senti que ele estava diferente. Parecia aliviado, relaxado. Mas eu não era o motivo. Passamos a nos ver cada vez menos, e aos poucos fui sendo deixado de lado. Acho que entendo. Quando não precisamos mais de algo, deixamos-o de lado. E foi isso ele fez comigo. Ficou feliz e me deixou de lado. Parou de desenhar comigo. Me esqueceu. Me deixou. Estava melhor sem mim.
A.R.O.M.
Ilusão que me devoras
Roubaram teu corpo
Tua alma, tua mente e tua visão
Te registraram
E mandaram teres pudor
Algemaram teus braços, taparam sua visão
Te deram roupas no amanhecer
De tarde reforçaram suas vendas
E de noite, te enterraram
Eles controlavam teu coração
A.R.O.M.
Tua alma, tua mente e tua visão
Te registraram
E mandaram teres pudor
Algemaram teus braços, taparam sua visão
Te deram roupas no amanhecer
De tarde reforçaram suas vendas
E de noite, te enterraram
Eles controlavam teu coração
A.R.O.M.
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